Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



A aprendizagem do amor

Domingo, 22.05.11

 

Continuo esta reflexão sobre sentimentos essenciais como o amor e a gratidão, pegando agora no modelo de amor que os pais transmitem. Estejam atentos: que modelo de amor estão a passar aos filhos? Se cada um se respeitar e respeitar o outro, pode fazer mais pela aprendizagem do amor dos seus filhos do que qualquer mensagem verbal.


O amor é discreto, vive de pequenas atenções. A comunicação que o amor permite é criativa e desafiadora. A dimensão do amor abre-lhes a possibilidade da autonomia, de um caminho percorrido por si, que cada um vai desenhando no mundo. É a dimensão do adulto responsável. E as escolhas responsáveis implicam resistir a estímulos externos, não como privação ou moralismo, mas simplesmente por não fazerem sentido.


Uma vez vivida a experiência do amor, a dimensão do respeito por nós próprios e pelos outros, todas estas preocupações actuais com o prazer e o sexo nos surgem como estranhas. O prazer e a alegria que o amor permite não se esgota na magia do momento, perdura para sempre, continua a fazer efeito pela vida fora.

 

O amor é de uma consistência estranha: é leve, aéreo, suave, não se impõe nem é invasivo. E ao mesmo tempo tem uma enorme densidade: é líquido, como os afectos, as emoções. É mutável, adapta-se, fala ou cala, avança ou espera. E é constante, leal.

 

O amor envolve-nos, mobiliza-nos. Trabalhamo-nos e inspiramos o outro a trabalhar-se: para sermos nós próprios, livres e autênticos, nas possibilidades de podermos agir no mundo.

 

Sugestão para este verão: a leitura d' O Pequeno Livro do Amor, de Jacob Needleman, da Bizâncio.

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 10:24








comentários recentes



links

coisas à mão de semear

coisas prioritárias

coisas mesmo essenciais

outras coisas essenciais

coisas em viagem


subscrever feeds